O que mais J.K. Rowling escreveu, além de Harry Potter?

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A escritora britânica J.K. Rowling sempre será reconhecida pela criação do universo mágico de Harry Potter. E não é por menos: a série de livros, que teve primeira publicação em 1997, já foi traduzida para 67 idiomas (incluindo o latim e o grego antigo) e rendeu adaptações ao teatro e cinema, atingindo a 3ª maior bilheteria da história. Ainda que tenha se tornado a primeira escritora a se tornar bilionária pela Forbes, J.K. Rowling encontrou tempo para fugir do Potterverso e publicar narrativas que percorrem, desde romances policiais ao mundo da não-ficção.

Se você gostaria de saborear um pouco mais da escrita da autora britânica quando ela não envolve a aventura de feiticeiros, visite a livraria mais próxima e confira algum desses livros (ou todos!):

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(Imagem: divulgação)


Morte Súbita
O “Morte Súbita” ou, originalmente, “The Casual Vacancy”, é um romance contemporâneo que toca em muitas questões que não poderiam ser abordadas com a mesma facilidade em Harry Potter: drogas, prostituição, estupro… e a lista continua. A obra, publicada em 2012, aborda pontos sociais e políticos do Reino Unido moderno de forma sombria e perspicaz. A premissa? Quando um político local morre repentinamente, a cidade de Pagford se encontra em uma luta política sobre quem ocupará sua posição no conselho, expondo fraturas sociais da cidade inglesa. A trama é dividida em sete partes e pode ser descrita como uma “slow burn”, ou seja, uma leitura que queima aos poucos, lentamente. Não há magia em Morte Súbita, apenas o inabalável mundano.

Em 2015, livro foi adaptado para as telinhas pela HBO e leva o mesmo nome, estrelando Rory Kinnear, Emily Bevan (de “In The Flesh”) e Michael Gambon (veja o trailer da série aqui).

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(Imagem: Place Style)

O Chamado do Cuco
Escrito sob o pseudônimo de Robert Galbraith, o “O Chamado do Cuco” ou “The Cuckoo’s Calling” é um primeiro romance policial lançado em 2013 e acompanha as aventuras do detetive particular Cormoran Strike, veterano de guerra mal humorado e filho ilegítimo de uma famosa estrela de Rock. Ferido fisicamente e psicologicamente por uma mina durante a guerra, Strike utiliza habilidades que desenvolveu como um oficial de investigação especial nas forças armadas para quebrar casos que a polícia é incapaz de resolver.

A série de livros já conta com três publicações no total (“The Cuckoo’s Calling”, “The Silkworm” e “Career of Evil”) e, assim como Morte Súbita, também terá adaptação para as telas da BBC One, onde a própria Rowling atuará como roteirista e colaboradora do projeto. Até então, a série vai ter apenas 7 episódios no total.

(Cambridge, MA - June 5, 2008) - Morning Commencement Exercises. Commencement speaker J.K. Rowling acknowledges applause while standing to receive her honorary degree. Staff photo Jon Chase/Harvard News Office

(Imagem: Harvard Gazette)

Very Good Lives

Além de romances e roteiros, J.K. Rowling escreveu muitos ensaios de não-ficção, introduções de livros e op-eds (páginas de um jornal, nas quais são expressas opiniões de colunistas ou comentaristas). Em 2008, Rowling apresentou o discurso de abertura os formandos da Universidade Harvard sobre os “benefícios marginais do fracasso” e a “importância da imaginação”, que durou 24 minutos. É esse discurso que preenche “Very Good Lives”, acompanhado de ilustrações feitas por Joel Holland.

“A imaginação não é apenas a capacidade singularmente humana de imaginar o que não é e, portanto, a fonte de toda invenção e inovação. Na sua capacidade sem dúvida mais transformadora e reveladora, é o poder que nos capacita a empatizar com seres humanos cujas experiências nunca compartilhamos.

O poder da empatia humana, levando à ação coletiva, salva vidas e liberta prisioneiros. Pessoas comuns, cujo bem estar pessoal e segurança estão assegurados, se unem em grande número para salvar pessoas que não conhecem e nunca se encontrarão. Minha pequena participação nesse processo foi uma das experiências mais humilhantes e inspiradoras da minha vida.”

Em outro lugar do universo não-ficcional, Rowling também escreveu sobre os direitos das crianças e os “orfanatos modernos” para The Guardian e escreveu um perfil sobre Gordon Brown para a revista Time.

E aí, você tem interesse em ler mais obras de J.K. Rowling? Você pode acompanhar, também, a conta oficial da britânica no Twitter e acompanhar as novidades em primeira mão.

Informações: GoD.

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