Acordo reduz preço de games e eletrônicos em 80 países, mas Brasil fica de fora

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Estados Unidos, China, Coreia do Sul, Japão, Peru e Colômbia estão numa lista de 80 países que irão assinar, até a próxima sexta-feira (24), um acordo de tecnologia da informação (ITA) na Organização Mundial do Comércio (OMC) para eliminar tarifas sobre eletrônicos, o que deverá reduzir os preços de produtos como videogames, semicondutores, GPS e alto-falantes. E pra variar um pouquinho o Brasil, ficou fora dessa.

O diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, comemorou pelo Twitter o sucesso do acordo no último sábado (18). “Estamos muito otimistas de que teremos um acordo final até o fim da próxima semana”, comentou o representante, que também é brasileiro.

Muita gente vai ler essa matéria e se perguntar: Por que essa postura do governo brasileiro? Mas quem sabe a declaração do presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, deixe você consumidor entender o porque o Brasil não aderiu a ITA.

“Nunca quisemos participar do ITA. Se isso acontecesse, praticamente não teríamos mais indústria eletroeletrônica no país”, disse ele em entrevista do jornal Folha de S. Paulo e complementou, destacando os baixos preços dos itens chineses, os altos custos de produção no Brasil e o câmbio valorizado dos últimos anos.

Bom para os 80 países que irão assinar o acordo, péssimo para os consumidores brasileiros, que ainda terão de pagar valores absurdos por diversos produtos eletrônicos. Num é por nada não, mas, parabéns governo Dilma!

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