Review: Everybody’s Gone to the Rapture

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Everybody’s Gone to the Rapture é um game de aventura desenvolvido em conjunto pelas produtoras The Chinese Room e Santa Monica Studio, lançado em 11 de agosto de 2015 para Playstation 4. O game traz uma narrativa diferente sobre o fim do mundo, mas será que ele realmente vale a pena?

Seis histórias e o fim do mundo

Tudo acontece em Shropshire, Inglaterra. Algo está fazendo seus habitantes adoecerem, tendo dores de cabeça fortíssimas e sangramentos no nariz. A suspeita é de uma grave gripe, e logo todos se veem bloqueados no vale, quando o governo decreta estado de quarentena e fecha todas as saídas do local.

A narrativa de Everybody’s Gone to the Rapture é focada em seis personagens diferentes, que contam suas histórias através de lembranças que assistimos em nossos momentos de exploração. Cada personagem se conecta de uma maneira com o mundo e com os outros, fazendo com que haja diferentes pontos de vista acerca do que aconteceu na história comum a todos. Sempre irá haver uma abordagem sentimental, demonstrando as emoções e até mesmo a religiosidade dos personagens. É interessante e bonito ver a maneira como game retrata cada um de maneira humana e crível.

O que mais prende a atenção do jogador é o fator mistério que circula tudo e todos dentro do jogo.
Andamos por um cenário completamente inabitado, vazio, onde há apenas uma esfera de luz. De acordo com o próprio jogo, seguir a luz nos levará a respostas. E é exatamente assim que tudo funciona. A luz traz projeções do que acontecera momentos antes do “fim do mundo”. Como existem memórias espalhadas por diversos locais, inclusive locais onde a esfera de luz não nos incita a ir; devemos partir para a exploração mais cuidadosa de cada canto do cenário. Cada memória enriquece a história como um todo, e vale a pena sair por aí procurando-as.

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Everybody’s Gone To The Rapture™

Porém, o grande problema na narrativa de Everybody’s Gone to the Rapture reside justamente em sua exploração. Tanto as memórias primárias quanto as secundárias estão muito afastadas umas das outras. O ritmo do jogo é demasiadamente lento e moroso, fazendo com que o jogador acabe demorando a encontrar o próximo pedaço da história. Isso pode acarretar em um desinteresse pelo que lhe está sendo contado.

O desenvolvimento lento acaba fazendo com que o final fique ainda mais desanimador. Para explicar melhor devo dizer que, particularmente, não gostei do que me fora apresentado como conclusão, me fazendo pensar: por isso eu enfrentei todo o marasmo?

Lindo, mas instável

Não se pode negar que o trabalho artístico feito em Everybody’s Gone to the Rapture é primoroso. O visual é rico em detalhes, tanto na parte externa dos cenários quanto na parte interne. Os efeitos de luzes são incríveis, e me proporcionaram um show espetacular, do qual sempre vou em lembrar. Se a luz oferece respostas no quesito narrativa, ela oferece um queixo caído na parte artística.

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Everybody’s Gone To The Rapture™

Infelizmente, o game não parece muito bem otimizado. Não que eu tenha encontrado inúmeros bugs. Na verdade, não me lembro de ter encontrado nenhum. O grande problema fica por conta da instabilidade do jogo, que insiste em ter uma queda brusca de quadros por segundos nos momentos em que a tela fica cheia de elementos. Não gosto de reclamar sobre este tipo de coisa, mas aqui é evidente o problema. Não chega a comprometer a experiência como um todo, mas incomoda, com toda certeza.

Uma das melhores trilhas sonoras de todos os tempos

O título deste tópico é a melhor definição sobre a trilha sonora de Everybody’s Gone to the Rapture. Cada melodia faz o jogador se conectar ainda mais com o mundo do game. É um trabalho de imersão incrível, com melodias que nos trazem a melancolia e as descobertas que vivenciamos no jogo. É difícil explicar. Não há muito o que dizer, apenas sentir.

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Everybody’s Gone To The Rapture™

Everybody’s Gone to the Rapture é um jogo singular, e que não irá agradar a todos. É preciso ter muita paciência para encarar o título, visto que seu ritmo é lento e cansativo em diversos momentos. Ainda que seja uma experiência interessante e válida, não é um título obrigatório.

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