Review: Dragon Age Inquisition

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Talvez a melhor palavra que defina Dragon Age Inquisition seja “épico”. Não é porque ele explode nossas cabeças com as coisas que acontecem durante o game, mas sim pela enorme quantia de detalhes que o game possui. Não digo isso apenas no aspecto visual. Sim, o game é maravilhoso aos olhos de quem joga. Mas outros aspectos são detalhistas também, como a personalidade de cada indivíduo que encontramos durante a jornada, ou as histórias que cada pequena coisa tem para nos contar. É incrível como Inquisition não poupa esforços para nos colocar dentro do jogo, e isso é, definitivamente, um dos maiores charmes da obra da Bioware.

Uma história imersiva

No início do game, criamos um personagem que servirá de protagonista. Será o(a) Inquisidor(a). Escolhemos nossa raça (humano, elfo ou qunari), depois nossa classe de batalha (cavaleiro, assassino ou mago), e então nosso “pano de fundo histórico”, caso não haja save games dos outros Dragon Age (é possível usar o Dragon Keep para criar um background conectado com os outros jogos). Nosso personagem inicia sua jornada conseguindo escapar do Imaterial, o mundo dos espíritos do jogo. Percebemos que há no céu uma grande fenda esverdeada, de onde os demônios saem, e nosso personagem tem a característica única do poder da Âncora, uma marca em sua mão que é capaz de fechar essas fendas e impedir que os espíritos do mal invadam nosso mundo. Este é um dos motes principais do game. Devemos percorrer Ferelden e Orlais fechando as fendas, e impedindo que as forças do mal criem uma nova Era da Podridão.

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O desenrolar da história possui um ritmo relativo, pois ele pode ser acelerado ou diminuído de acordo com o desejo do jogador. Com diversas sidequests e locais para se visitar, cabe ao jogador decidir se vai seguir apenas pela história principal ou se vai explorar as nuances que a mesma possui, afinal de contas as missões secundárias trazem novos conhecimentos para o jogador, tanto sobre personagens, quanto sobre o mundo onde o jogo se passa e seus habitantes. Riqueza de detalhes que pode ser encontradas em formas de itens, livros, bilhetes, monumentos e diálogos. Simplesmente fantástico.

Os personagens do game são ótimos e bem trabalhados, sendo que cada um possui sua própria história e visões de futuro, o que pode influenciar nas escolhas do jogador. É válido mencionar que essa diferença de personalidades reflete no sistema social do game. Se você faz algo que X personagem desaprova, provavelmente os diálogos com ele serão mais limitados e ríspidos, e vice-versa. Além disso, o grupo que controlamos pode ter mais três personagens que nos acompanharam em nossas jornadas campais, A relação entre eles progride com o tempo, e eles podem vir a demonstrar afinidade ou desafeto. Experimentem diversas configurações de grupo, mas experimentem deixar a elfa Sera entre eles. Ela é uma das mais engraçadas e sarcásticas.

Jogabilidade equilibrada

Não é preciso ser um entendedor nato de RPGs para se aproveitar Dragon Age. Os comandos são simples e fáceis de se acostumar. É um jogo que dá boas-vindas aos veteranos e aos novatos na série. Um botão de ataque básico, outros quatro de magias e golpes especiais. Há algumas peculiaridades, porém. Minha corrente elétrica, característica da classe de magos, era devastadora em humanos, mas terrível contra feras selvagens. Demônios eram, geralmente, vulneráveis à fogo, mas resistente contra eletricidade. Isso faz com que o jogador busque conhecer os pontos fracos e fortes de cada inimigo para que bolem uma estratégia. Aqueles que jogarem em níveis de dificuldade mais elevados precisarão muito dessas estratégias. Para nos ajudar nisso, temos a câmera tática, que nos permite ver informações dos inimigos na área e programar nossos companheiros para realizarem determinadas ações durante o conflito.

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Cada classe de batalha é extremamente única. Os magos são bons defensores, tendo como base magias elementais e de defesa. Os assassinos são ótimos suportes de ataque, atacando com flechas, à distância, ou partindo pra cima com adagas. Já os cavaleiros são a força bruta, combatentes corpo-a-corpo que não temem o ataque do inimigos. A escolha da classe que utilizaremos irá influenciar nos equipamentos que poderemos utilizar, assim como a nossa raça. Magos não podem usar armaduras pesadas. Cavaleiros podem usar espadas de uma ou duas mãos, mas não usam magias elementais. Basicamente, depende muito do gosto do jogador, e do modo como ele pretende jogar.

Variar é fundamental

Felizmente, Dragon Age Inquisition possui variedade em praticamente todos os seus quesitos. As locações que visitamos durante o game são únicas, tendo fauna e flora próprias. Os cenários são lindos, indo de cachoeiras e florestas a desertos e castelos. Cada ponto possui sua história, seus habitantes, seus inimigos. É fácil se perder em meio à admiração das belezas dos ambientes que visitamos. Digo isso por ter acontecido em minhas jogatinas.

Os inimigos também variam bastante. Animais selvagens, como ursos e hienas, se juntam a cavaleiros, magos, mercenários e demônios para nos enfrentar. Cada um é único, possuindo seus próprios ataques e estratégias. Basicamente, querem matar o jogador, mas bem que o jogo busca criar situações diferenciadas nos combates, mesclando tipos de inimigos diferentes a cada encontro, principalmente nas fendas do Imaterial.

O mais impressionante, porém, são os dragões. Existem dez ao todo, cada um habitando uma região diferente. São as criaturas mais incríveis de se enfrentar no game. Eles são bonitos, imponentes e perigosos. Há dragões que cospem fogo, gelo, raio. A sensação ao se derrotar um é incomparável com qualquer outra que presenciei enquanto jogava.

Mal hálito horroroso

Mal hálito horroroso

Não há do que reclamar dos aspectos técnicos do game. O som é de primeira, tanto dos ambientes, quanto à dublagem dos personagens. Eles transmitem emoção em suas falas e diálogos, e isso ajuda a nos transportar para dentro daquele mundo. Visualmente, é incrível, com níveis de detalhes nos cenários, personagens, itens, roupas e armas fora do comum. Os efeitos de iluminação também são excelentes, assim como os efeitos das magias e golpes especiais. É de encher os olhos. Claro que o game tem lá sua cota de bugs, com elementos aparecendo do nada, mas faz parte. Nada que incomoda tanto ou que venha a tirar o brilho da produção.

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Dragon Age Inquisition é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores games de 2014. Sei que estamos em 2015, mas é um game que vale muito a pena ser jogado. É um jogo que faz valer cada centavo gasto.

Grande abraço e até o próximo texto.

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