The Last of Us

Review: The Last Of Us Remastered

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The Last of Us demorou, mas eis que o tão esperado game pós-pandêmico chegou ao PS4 em sua versão remasterizada. Confira abaixo o review do game:

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Nascido sob as sombras de Uncharted

Desde seu anúncio, The Last of Us caminhou em meio a sombras de Uncharted. A explicação é que desde que iniciou suas atividades ainda no PS3, a Naughty Dog investiu em uma nova franquia que acabou se tornando uma das melhores e exclusivas do console, o que acabou impulsionando a escolha pelos consoles da Sony.

Isso fez com que The Last of Us já surgisse em meio a grandes expectativas e que posteriormente fosse anunciada uma versão remasterizada para o PS4. Seus primeiros vídeos, mesmo que não apresentassem cenas de gameplay, empolgaram a todos. O resultado foi tão positivo que o jogo recebeu diversos prêmios, como título mais esperado do ano e melhor game do ano. Todos sabiam da qualidade da empresa, e acreditavam que esse seria o primeiro passo diante de uma nova caminhada de sucesso, o que de fato aconteceu e que apenas se reafirmou nesta versão para a nova geração de consoles.

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Mais que uma simples história

O enredo de The Last of Us é um excelente exemplo de que os jogos podem também contar uma história digna de um livro. A trama gira em torno de Joel, que depois de perder sua filha tragicamente, precisa encontrar motivações para viver em um mundo dominado pelo caos, depois de uma contaminação em massa, que transforma seres humanos em criaturas horripilantes.

O caminho de Joel acaba se cruzando com o de Ellie, uma adolescente que  é imune ao vírus que está assolando a humanidade e pode ser a chave para a cura desse mal. Porém, além de protegê-la, ao longo da história, Joel começa a alimentar uma relação de pai e filha, o que ele nunca imaginou que pudesse vivenciar novamente.

Em cima deste relacionamento, o enredo se desenvolve de uma maneira muito bem roteirizada, desde a forma um pouco conturbada e repleta de inseguranças entre os dois personagens, até a concretização do amor entre os dois protagonistas do jogo. E por mais que pareça um pouco puxado para o lado sentimental, a história se encaixa dentro de um suspense que mexe com o jogador, fazendo com que ele lute pela sobrevivência dos personagens mais da forma que se torce diante de um filme, do que pela fadiga de se atingir o próximo checkpoint.

Este carisma dos protagonistas faz até mesmo os jogadores mais ansiosos, assistirem as cut-scenes do game. A dublagem em português também ajuda muito nesta tarefa, já que traz as mesmas vozes que dublam atores famosos, como Angelina Jolie.

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Mecânica moldada em uma dificuldade que agrada

A jogabilidade de The Last of Us sempre foi um dos pontos fortes do game desde o PS3 e continua no PS4. Qualquer mecânica apresentada no game sempre esbarra em um dificuldade desafiadora, que agrada e torna a experiência mais realista ainda mais nesta nova versão. A começar pela movimentação de Joel, o personagem não possui uma corrida tão e rápida como deveria, porém é suficiente para não permitir que nenhum descuido, como escorregar o dedo do botão, seja cometido na hora de fugir de seus inimigos.

O combate corpo-a-corpo também é eficiente, mas as vezes executado de forma atabalhoada, mostrando que Joel é alguém que nunca teve experiência com bastões e barras de ferro, mas precisa manejá-las para sobreviver a esse mundo pós-apocalíptico. Sendo assim, golpear seus inimigos é uma boa alternativa, porém, está longe de ser a solução para todos os seus problemas, uma vez que as armas vão de deteriorando com os confrontos.

O sistema de mira é outro elemento que funciona bem, mas graças a uma boa dose de dificuldade, não é eficiente o tempo inteiro. O comportamento de seus inimigos não é algo coordenado, ou seja, eles dificilmente se comportam da mesma forma na hora de correr na sua direção ou de se esconder e contra atacar. Dessa maneira, mesmo com uma mira semiautomática, é difícil conseguir um tiro perfeito, o que exige bastante da habilidade do jogador.

Para completar, outro elemento que deveria ser básico e até certo ponto linear, também conta com seus percalços. Escalar plataformas pode ser uma tarefa fácil para Drake em Uncharted, mas não é tão simples para Joel em The Last of Us. Por mais que uma elevação pareça fácil de ser alcançada, bastando um belo impulso, o jogo cria uma dificuldade em que é necessário contar com a ajuda de seus aliados, ou simplesmente encontrar outra forma de chegar até ela, como utilizando uma escada ou uma lixeira como elevação, tornando o jogo ainda mais real.

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Diversificando os gêneros e criando um estilo próprio

É difícil definir um gênero exato para The Last of Us. Em todo seu enredo, o game conta com elementos de aventura em terceira pessoa. As escaladas e a forma com que os personagens precisam encontrar seus objetivos nos remete a essa “conclusão”. Entretanto, outra parte da história coloca o jogador em elemento distintos de jogos do mesmo estilo.

O primeiro deles é o suspense imposto em diversos momentos. Algumas criaturas não enxergam você, apenas o ouvem, sendo preciso agir sorrateiramente, com o menor barulho possível. Diante dessa apreensão, o jogo começa a criar elementos de um survival horror digno de jogos como Clock Tower, onde um descuido pode ser fatal. No caso de The Last of Us, essas mesmas criaturas eliminam o personagem com um único golpe, portanto, se elas perceberem a sua presença, prepare-se para recomeçar do último checkpoint.

Já outros momentos do jogo remetem a um estilo stealth, como Metal Gear Solid e tantos outros. Por exemplo, soldados fortemente armados perseguem seus personagens e é preciso agir sorrateiramente para eliminar a todos, ou pelo menos boa parte deles, antes de iniciar um confronto direto. E graças aos movimentos “desordenados” citados mais acima, fica mais difícil ainda de seguir o mesmo plano a cada jogada, já que seus inimigos podem aparecer de onde menos se espera.

Multiplayer simples e não tão interessante

O modo multiplayer de The Last of Us mostra que veio apenas para somar. Assim como em Uncharted, o modo funciona muito mais como uma forma de compartilhar da jogatina com seus amigos, do que para se gastar horas e horas em batalhas contra oponentes de todo o planeta.

Limitados a confrontos entre sobreviventes divididos em fações, os combates não apresentam nada de tão relevante a ponto de alguns jogadores adquirirem o game apenas para a diversão online. A grande novidade é a possibilidade de compartilhar suas informações em um ranking que sincroniza com o seu Facebook. O jogo também traz um sistema de evolução em que a cada nível seu personagem adquire novas habilidades, além de pontos para habilitar mais itens.

Talvez se The Last of Us contasse com um modo cooperativo que pudesse ser encaixado em sua campanha, seria algo mais atrativo do que o apresentado. Assim como em Tomb Raider, a impressão que fica é que o modo é uma forma de expandir a vida útil do jogo. Entretanto, dificilmente esse seria um título para empoeirar nas prateleiras mesmo sem qualquer interação multiplayer.

Simplesmente perfeito!

Olhar atentamente para o visual de The Last of Us Remastered, é admirar o quanto a atual geração de consoles ainda tem a oferecer. Não há como não se encantar com os cenários do jogo, que conseguem reproduzir uma atmosfera apocalíptica em um cenário urbano totalmente devastado. Desde prédios em ruínas, que ameaçam cair a qualquer momento, até rodovias tomadas por veículos destruídos, conseguimos entender, ou não, de tanta demora, a Naughty Dog quis mostrar um jogo com um visual perfeito!

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Conclusão

The Last of Us Remastered atende a todas as expectativas. Com uma trama digna de uma obra literária e uma jogabilidade moldada em cima de uma dificuldade bem dosada, o título é um grande exemplo de que há jogos simplesmente marcantes e que podem ser tornar mais marcantes ainda. O melhor disso tudo é observar o que a atual geração de console ainda tem a oferecer em termos de visual e, principalmente, de inovações. Um título quase obrigatório para qualquer jogador, seja para a antiga geração, seja para a nova geração de consoles.

 

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